Por meio da Semu, ações de capacitação alcançam todas as regiões do Estado, investindo em conhecimento e transformando a realidade de centenas de mulheres
Foto: Ascom SEMU
Com a meta de garantir autonomia econômica, e assim romper ciclos de violência ao fortalecer a posição feminina no mercado de trabalho, o governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado das Mulheres (Semu), intensifica ações de qualificação profissional nas 12 regiões de integração. A programação inclui desde cursos técnicos e oficinas de gestão de negócios até precificação, marketing digital e idiomas. Em 2024, foram qualificadas 1.874 mulheres. Já em 2025, o total chegou a 3.555 participantes em cursos e oficinas, refletindo a ampliação das ações de capacitação do Governo.
Segundo a secretária de Estado das Mulheres, Paula Gomes, o investimento no conhecimento é a chave para a transformação social. “Esses cursos representam muito mais do que qualificação. Eles são uma porta de entrada para a autonomia, para a renda e uma vida com mais possibilidades. Muitas mulheres procuram a Semu porque querem crescer, empreender ou melhorar sua condição de trabalho. E, para aquelas que enfrentam situações de violência, a formação também é um passo fundamental para romper ciclos de dependência. Quando o Estado investe na formação dessas mulheres, ele amplia escolhas, fortalece a confiança e cria caminhos reais para que cada uma construa o futuro que deseja”, reforça a secretária.
Foto: Ascom SEMU
Impacto - Os resultados já são visíveis para centenas de mulheres. A artesã Maria Suely Rodrigues, 51 anos, participante do curso de Informática e Marketing, conta que a capacitação foi o combustível para modernizar sua produção. “Os aprendizados me incentivaram a usar a tecnologia como aliada para vender mais e valorizar meu negócio. O aumento da renda tem impacto direto para a minha família, e traz mais tranquilidade e independência”, garante Maria Suely.
Além do empreendedorismo, a Semu prioriza a preparação para o mercado de serviços e grandes eventos. O curso de Inglês Instrumental, por exemplo, capacita mulheres para os setores de turismo e hotelaria.
Atuação na COP30 - Segundo o professor Maurício Araújo, a proposta une a língua estrangeira a técnicas de atendimento e empreendedorismo, preparando alunas inclusive para a recepção de eventos globais, como foi a COP30 (conferência mundial sobre mudanças climáticas), ocorrida em novembro, em Belém.
Foto: Gabryella Pompeu / Ascom SEMU
“A turma alcançou níveis de proficiência diferentes, porém todas conseguiram manter um nível de comunicação. Há alunas que trabalharam durante a COP30, e utilizaram o que aprenderam no curso dentro do trabalho. O curso possui uma grande importância, não só pelo ensino de Língua Inglesa e a abordagem comunicativa, mas também pela proposta formativa que vem junto ao curso, como técnicas para o empreendedorismo e atendimento ao público, entre outros cursos inseridos no contexto do turismo”, explica Maurício Araújo.
Para a trancista Josele Reis, o aprendizado foi um divisor de águas, por ajudar a superar barreiras técnicas. “A experiência me ajudou a perder o medo de falar em público e me expressar. Tive mais confiança em mim mesma e determinação de seguir em frente. Valeu muito a pena, pois além de ser um sonho aprender Inglês, aprendi muito com todas na sala de aula”, afirma.



